Carta de Gramado
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Resumo
A Carta de Gramado, redigida em 7 de setembro de 1988 durante o 3º Encontro Nacional de Filosofia, representa um marco histórico para a Filosofia da Libertação no Brasil ao propor uma reflexão crítica sobre a opressão sob uma perspectiva genuinamente latino-americana. O documento destaca a importância de uma atividade intelectual comprometida com a realidade concreta do homem, abordando temas urgentes como a justiça social, a democracia, a educação e a situação de dependência do Terceiro Mundo. Sua relevância reside na articulação proposta entre a docência e a pesquisa acadêmica com movimentos sociais dedicados à causa dos oprimidos, buscando unir esforços de filósofos de diversas regiões do país e do exterior para o fortalecimento de um compromisso filosófico libertador. Ao reunir signatários de múltiplas instituições de ensino brasileiras, o texto reafirma o papel fundamental da filosofia no enfrentamento de discriminações étnicas, raciais e sexuais, consolidando um projeto de pensamento articulado com as necessidades sociais e políticas da época.
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