Filosofia latino-americana ou filosofia da libertação?
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Resumo
Roque Zimmermann discute a legitimidade e a urgência da Filosofia da Libertação (FL) no contexto latino-americano, contrapondo-a à tradição filosófica europeia que, historicamente, serviu como legitimação da dominação colonial e ontológica. O autor argumenta que, enquanto a filosofia ocidental clássica é a expressão de povos hegemônicos, a FL surge como um "grito de libertação" fundamentado na práxis e na experiência concreta de cinco séculos de opressão, fome e dependência no continente. Centralizando a figura de Enrique Dussel como o pensador mais significativo do movimento, Zimmermann define a FL não como uma "razão ornamental" acadêmica, mas como um saber teórico articulado à libertação dos oprimidos que busca substituir a ontologia da "Totalidade" pela categoria da "Exterioridade" do Outro. Apesar de enfrentar desafios severos, como o patrulhamento ideológico, o banimento de universidades e o abandono por parte de alguns fundadores, o autor sustenta que a FL permanece uma tarefa coletiva vital para a transformação das estruturas sociais injustas e a superação da "consciência alienada".
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Referências
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