Religión y liberación
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Resumo
Roberto Fragomeno analisa o papel da religião, especificamente o cristianismo, no âmbito da Filosofia da Libertação, abordando a sua natureza equívoca: tanto pode atuar como "ópio do povo" e instrumento de repressão, quanto como uma força real-objetiva de mudança social . Através de um diálogo crítico com o pensamento de Kierkegaard (a fé como paradoxo absurdo) e de Nietzsche (a crítica ao cristianismo como moral do "rebanho"), o autor refuta as perspectivas de um "cristianismo negativo" focado no sofrimento e no isolamento inmanente . Em contrapartida, propõe a clarificação de um "deus possível", definido como o deus-povo e deus dos pobres, motor de uma utopia concreta enraizada na história . Para o autor, a religião libertadora consiste na "des-totalização da totalidade" operada pela práxis de Jesus, exigindo um compromisso ético militante que busca a abolição das classes sociais e a construção da justiça "aqui e agora" .
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Referências
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